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Desemprego afeta menos a classe criativa

23 out 2012

Um artigo do pesquisador norte-americano Richard Florida, um dos maiores pensadores mundiais sobre tema de economia criativa e autor do livro “Cities and The Creative Class”, mostra que o índice de desemprego nos Estados Unidos é menor na classe criativa. O autor pegou dados do Censo Americano e estatísticas oficiais entre 2006 e 2011, ou seja, dados anteriores a pior crise econômica do século, iniciada em 2008. O artigo, intitulado “The Creative Class and the Crisis” (em tradução livre, A Classe Criativa e a Crise), foi publicado em parceria com a também pesquisadora Charlotta Mellander, do Martin Prosperity Institute, e Todd Gabe, professor de economia da Universidade do Maine.

Florida e seu time separaram os trabalhadores americanos em três diferentes segmentos: os criativos (creative class) – que trabalham em áreas como ciência e tecnologia, negócios, artes, design e entretenimento. O segundo grupo é os empregados em serviços que não demandam muita habilidade (lower-skill routine service jobs), como preparação de alimentos e vendas. Por fim, o terceiro segmento são os trabalhadores em serviços pesados (routine working-class jobs), como os empregados em fábricas, transportes e construções.

De acordo com as estatísticas de Florida, o desemprego cresceu em todas as categorias, mas os criativos foram os que menos perderam emprego e renda. O desemprego nesta categoria em 2006 era de 1,9% e subiu para 4,1%. Já os trabalhadores do segundo grupo, que não demandam habilidade, o números cresceram de 6,5% para 14,5%. Por fim, no segmento de trabalhos pesados, os índices aumentaram de 5% para 9,3%, o dobro da classe criativa.

Este estudo diz: os profissionais da criatividade mantiveram o emprego ou acharam outros. Confira mais na Atlantic Cities.

Foto: divulgação

 

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